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Política

23/03/2018 09:57

TJ autoriza inquérito contra mais 5 deputados citados por ex-presidente da AL

O desembargador José Zuquim Nogueira autorizou a abertura de um inquérito contra outros 5 deputados estaduais citados nas investigações relacionadas a “Operação Bereré”, que apura desvios de recursos através do contrato entre o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) e a FDL Serviços (atual EIG Mercados). A possível ligação dos parlamentares com o esquema foi citada pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva, em depoimento a Delegacia Fazendária.

Na primeira fase da operação, figuraram como investigados Mauro Savi (DEM) e Eduardo Botelho (DEM), apontados como líderes do esquema. Com o depoimento de Riva, foram incluídos no ról de investigados os deputados Ronoaldo Junior (MDB), José Domingos Fraga Filho (PSD), Wilson Santos (PSDB), Baiano Filho (PMDB), e Ondanir Bortolini “Nininho” (PSD). Outros três ex-deputados citados por Riva também seriam alvo de investigações.

José Riva prestou depoimento a Delegacia Fazendária no dia 22 de fevereiro, três dias após a deflagração da “Operação Bereré”. Ele foi questionado sobre alguns dos beneficiários do esquema e os ligou a deputados e ex-deputados.  

Apontado como um dos líderes do esquema, o deputado Mauro Savi é o que teve o maior número de pessoas ligadas citadas por Riva. Entre eles estão: Adriana Rosa Garcia de Souza, Cleber Antonio Cini, o “Binho”, Rebeca Maria de Souza, Andreo Darci Mensch Leite e Daulton Luiz Santos Vasconcelos, considerado por Riva como o “faz tudo” de Mauro Savi.

Todos receberam cheques da Santos Treinamentos, apontada pelo Gaeco como empresa utilizada para “lavar” o dinheiro do esquema, ou de seus sócios. 

O assessor ligado a Romoaldo Junior é Francisvaldo Mendes Pacheco, o “Dico”. Ele foi chefe de gabinete do deputado do MDB e denunciado na “Operação Ventríloquo” por auxiliar nas fraudes.

Já José Domingos Fraga foi citado quando o ex-parlamentar foi questionado sobre Jorge Batista Graça. Euclides Santos, ex-prefeito de Poconé, é a pessoa ligada ao deputado licenciado e secretário de Cidades, Wilson Santos (PSDB). 

Luiz Otávio Borges Souza foi apontado por Riva como pessoa de confiança do deputado estadual Baiano Filho (PSDB). 

Outro deputado citado pelo ex-presidente da Assembleia é Odanir Bortolini, o Nininho. O ex-assessor dele, Tcshales Franciel Tscha, também recebeu pagamentos da Santos Treinamentos.

Três pessoas ligadas ao primeiro-secretário da Assembleia, deputado Guilherme Maluf  – Moisés Dias da Silva, Nelson Lopes de Almeida e Odenil Rodrigues de Almeida – também teriam recebido dinheiro do esquema. No entanto, o tucano não teria sido alvo da investigação.

José Riva também citou pessoas ligadas a ex-deputados estaduais, como Valter Nei Duarte Barros (João Malheiros), Ricardo Adriano de Oliveira (Sérgio Ricardo de Almeida), Ivan Lopes Dias (Alexandre César), além do superintendente do Ministério da Agricultura em Mato Grosso, José de Assis Guaresqui, que possui ligações com o ex-deputado federal Pedro Henry. 

OUTRO LADO

De todos os deputados citados, o deputado Wilson Santos é o único que se manifestou até o momento. Ele afirmou que rompeu ligações políticas com o ex-prefeito de Poconé, Euclides Santos, em 2010.

Aliás, o próprio Euclides se manifestou negando qualquer ligação com o atual secretário de Cidades.  “Declaro para todos os fins que em toda a minha vida jamais realizei qualquer transação comercial ilícita. E declaro também que nunca recebi valores provenientes de origem ilícita para o senhor Wilson Pereira dos Santos”, afirma.

BERERÉ

Deflagrada no dia 19 de fevereiro de 2018, a operação Bereré, do Ministério Público Estadual e da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e contra a Administração Pública (Defaz-MT), desbaratou uma quadrilha que lavava dinheiro e desviava recursos públicos por meio de empresas que prestam serviços ao Detran-MT. O bando agia desde 2009 e teria desviado em torno de R$ 1 milhão por mês.

Os principais alvos da operação são os deputados estaduais Eduardo Botelho e Mauro Savi, ambos do PSB, além do ex-deputado federal Pedro Henry. As investigações tem como base os depoimentos de colaboração premiada do ex-presidente do Detran-MT, Teodoro Lopes, o “Doia”, além do empresário Rafael Yamada Torres, outro delator do esquema.

Segundo as investigações, a Santos Treinamento e Capacitação é uma empresa fantasma que já teve entre seus sócios o presidente da AL-MT, Eduardo Botelho (PSB). A organização recebia recursos desviados da FDL Serviço de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos, que realiza junto ao Detran-MT o registro de financiamentos de veículos em alienação fiduciária.

Um dia depois da deflagração da operação, em 20 de fevereiro, Eduardo Botelho admitiu que conhecia a fraude e se disse “arrependido” de não ter deixado o quadro societário assim que soube do esquema, em 2011.

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), José Zuquim Nogueira, determinou no dia 16 de fevereiro o sequestro de R$27.722.877,38 de 17 pessoas, entre físicas e jurídicas, envolvidas no esquema de lavagem e desvio de dinheiro no Detran de Mato Grosso. De acordo com o despacho do magistrado, o recurso era “desviado” do órgão para “retirar-lhe a sujeira que cobre a sua origem”. Entre as pessoas atingidas pela medida estão os deputados estaduais Eduardo Botelho, Mauro Savi, o ex-deputado federal Pedro Henry, além de sócios e lobistas que participaram do esquema. 


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