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Policia

28/03/2018 09:58

Juiz ouve em maio empresário acusado de fraude de R$ 22 milhões em MT

O juiz da Sétima Vara Criminal, Marcos Faleiros, alterou para o dia 8 de maio de 2018 a audiência para interrogatório do empresário José Almiro Bihl, acusado de uma fraude na extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) que causou um prejuízo de R$ 22 milhões aos cofres públicos da União. O ato, que estava anteriormente agendado para o último dia 16, teve que ser adiado em razão da realização de uma palestra ministrada por Faleiros sobre audiência de custódia.

O evento foi em Sinop. Segundo informações dos autos, José Almiro Bihl, e sua família, estariam por trás da “maior fraude praticada contra a Sudam”.

A superintendência foi extinta em 2001, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, após a descoberta de que 30% dos projetos que o órgão fomentava eram fraudados. “Cabe ressaltar que, o caso dos autos, como observado pelo ilustre parquet em suas considerações à denúncia aponta o réu como sendo o articulador da maior fraude praticada contra a Sudam, cujo imputado José Almiro Bihl e sua família teriam recebido R$ 22 milhões destinados à Sudam denunciado por crime contra à ordem tributária”, diz trecho da denúncia.

José Almiro Bihl e sua família são conhecidos como os “barões da pecuária” no Estado de Rondônia e, entre o fim da década de 1990 e o início dos anos 2000, anunciaram que implementariam grandes projetos do agronegócio em Mato Grosso: dois frigoríficos, dois curtumes, além de uma pequena central hidrelétrica (PCH). O projeto teria sido aprovado em tempo recorde pela Sudam (15 meses) e previa um investimento de R$ 150 milhões dos quais metade sairia do bolso da família Bihl e a outra metade seriam verbas públicas repassadas pela superintendência.

Porém, um dossiê entregue pelo então ministro da integração nacional da gestão Lula em 2005, Ciro Gomes, ao também ministro, na época, da controladoria-geral da União (CGU), Waldyr Pires, apontou que o projeto dos Bihl era uma fraude. Eles teriam forjado títulos falsos de terras e falsificado documentos fiscais para obter recursos. Estima-se que R$ 22 milhões foi o montante que a Sudam pagou aos “empreendedores”.


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