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Policia

23/10/2017 09:03

Membros de esquema são promovidos na PM e ganham cargos estratégicos em MT

Os membros da organização criminosa que estaria por trás dos grampos ilegais em Mato Grosso foram promovidos na gestão do governador Pedro Taques (PSDB) e ocupavam postos de prestígio no Estado. Segundo a delegada da Polícia Judiciária Civil (PJC), Ana Cristina Feldner, que até a última segunda-feira (16) presidiu o inquérito policial que apurava a atuação do grupo, a maioria dos suspeitos pertencia a “cúpula” do Poder Executivo e tinham “poder de influência e de decisão”.

“A maioria dos suspeitos - dos presos, dos investigados -, eram detentores de cargos políticos, e mais, não eram só cargos políticos, eram altos cargos políticos, da cúpula, de muito nível estratégico de um poder de influência e de decisão, estrategicamente falando”, disse Feldner.

As declarações são parte de uma reportagem exibida no MT TV 2ª Edição da última quinta-feira (19). Segundo a matéria, os suspeitos de fazerem parte da organização criminosa teriam sido promovidos para ‘viabilizar’ uma central clandestina de inteligência, estruturada e operada por policiais militares de alta patente, caso do coronel PM Zaqueu Barbosa, considerado um dos líderes do esquema, e que foi escolhido como Comandante Geral da PM de Mato Grosso no fim de 2014 - antes mesmo da posse do governador Pedro Taques.

Além de Zaqueu, o então tentente-coronel PM Evandro Lesco, foi promovido a coronel, a mais alta patente da Polícia Militar de Mato Grosso, em abril de 2016 e até o dia 26 de julho de 2017, mais de dois meses após o escândalo das interceptações telefônicas ilegais tornarem-se públicos, era o chefe da Casa Militar, posto que possui status de Secretário de Estado. Segundo investigações da PJC, ele também ajudou a estruturar a central clandestina de inteligência da polícia, sendo uma figura de destaque no grupo.

O coronel Ronelson Barros, que foi promovido junto a Lesco, também compartilhou da mesma “sorte” de seu colega, sendo exonerado no dia 26 de julho desta ano do cargo de secretário-adjunto da Casa Militar. Ronelson foi apontado como outro membro do bando que realizava as escutas clandestinas. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar. Já o ex-Comandante da PM, Zaqueu Barbosa foi preso no dia 23 de maio de 2017. Lesco foi detido após deflagração da operação “Esdras”, no último dia 27 de setembro.

O Cabo PM Gerson Corrêa Júnior, que apesar da baixa patente na Polícia foi apontado como um dos principais operadores do ‘Sentinela’ – o sistema de telecomunicações que realizava os grampos ilegais -, também tinha um cargo de prestígio dentro da Casa Militar. Ele ocupava função gratificada dentro de uma das diretorias do órgão. Ele só foi exonerado no fim de junho deste ano, mais de um mês após sua prisão, ocorrida em 23 de maio de 2017.

“PEDRO TAQUES SABIA”

Flávio Stringueta, o delegado de polícia que também chegou a presidir o inquérito na PJC sobre a ocorrência dos grampos ilegais, disse que a “dedução é óbvia” e que as investigações levam a crer que o então candidato ao governo de Mato Grosso, Pedro Taques, “avalizou” as interceptações. Segundo apurou o inquérito, a central clandestina de inteligência da polícia teria sido estruturada pelo primo do governador, o ex-secretário-Chefe da Casa Civil, Paulo Taques, ainda em 2014, para “espionar” adversários políticos.

“O que a gente pode fazer é uma dedução de todas as provas que foram colhidas e já estão no inquérito. A dedução é óbvia: ela nos leva a acreditar que sim, o então candidato ao governo José Pedro Taques tinha conhecimento, avalizou esses grampos e depois enquanto governador continuou mantendo isso de alguma forma através do seu secretário da Casa Civil, o sr. Paulo Taques”.


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